Nota: Para recolha das evidências relativas a esta lista de verificação utilize o ficheiro Excel: Recolha de evidências da Lista de verificação “10 aspetos críticos de acessibilidade funcional para aplicações móveis” (xlsx, 226KB)
Requisitos a cumprir:
1 – Crie Designs para ecrãs de dimensão reduzida
Na experiência com dispositivos móveis os ecrãs são, em regra, muito mais pequenos do que nos computadores de secretária ou mesmo nos portáteis. A leitura e a interação num ecrã de dimensão reduzida obriga a que a informação seja apresentada de forma mais concisa e, para o caso da interação, esta deva ser construída dando particular atenção às dimensões reduzidas dos alvos de toque.
1.1 Quantidade razoável de conteúdo exibida de cada vez
Aspeto A – Tamanho da linha
- Determine o tamanho da linha do corpo de texto em número de caracteres incluindo espaços.
- Verifique se o número de caracteres determinado no passo 1 é inferior ou igual a 70.
Passa, se:
- a condição #2 é verdadeira
Referências:
Aspeto B – Espaçamento entre linhas
- Determine o espaçamento entre linhas utilizado no corpo do texto. Use como unidade de medida o número de vezes tamanho da fonte (line-height).
- Verifique se o espaçamento determinado no passo anterior é, no mínimo, de 1.5x tamanho da fonte.
Passa, se:
- a condição #2 é verdadeira.
Referências:
Aspeto C – Espaçamento entre parágrafos
- Determine o espaçamento entre parágrafos utilizado no corpo do texto. Use como unidade de medida o número de vezes espaçamento entre linhas.
- Verifique se o espaçamento determinado no passo anterior é, no mínimo, de 1.5x espaçamento entre linhas (i.e. 1.5 x 1.5 x tamanho fonte = 2.25 x tamanho fonte).
Passa, se:
- a condição #2 é verdadeira.
Aspeto D – Agrupar conteúdo de forma lógica
Elementos que formam uma unidade contextual única são agrupados de forma a que possam ser processados pelas tecnologias de apoio como um elemento único.
- Verifique se ao navegar com um leitor de ecrã ou tecnologia de apoio similar, os elementos são agregados de forma a formar uma unidade (e.g., um botão, o seu texto, o seu ícone ou uma imagem e a sua legenda) e são anunciados como uma unidade e que nenhuma das suas partes é anunciada separadamente.
- Verifique que os elementos semânticos (e.g. títulos, parágrafos, listas, elementos de lista, links, botões) são lidos pelos leitores de ecrã de forma separada.
Passa, se:
- as condições #1 e #2 são verdadeiras
Referências:
1.2 Botões e controlos suficientemente grandes para serem percecionados pela visão e selecionáveis pelo toque
- Verifique se ao navegar com um leitor de ecrã ou tecnologia de apoio similar, os elementos são agregados de forma a formar uma unidade (e.g., um botão, o seu texto, o seu ícone ou uma imagem e a sua legenda) e são anunciados como uma unidade e que nenhuma das suas partes é anunciada separadamente.
- Verifique que os elementos semânticos (e.g. títulos, parágrafos, listas, elementos de lista, links, botões) são lidos pelos leitores de ecrã de forma separada.
Passa, se:
- a condição #2 é verdadeira.
Nota 1 – estão excepcionadas do cumprimento do CS 2.5.5 das WCAG 2.1 as seguintes situações:
- O alvo faz parte de uma frase ou bloco de texto;
- a dimensão do alvo é determinada pelo agente de utilizador e não pode ser modificada pelo autor do conteúdo/interface.
1.3 Campos de formulário posicionados abaixo dos seus rótulos
Para cada campo de formulário na página:
- Verifique se o campo do formulário possui um rótulo visível.
- Se o campo do formulário for uma caixa de seleção ou um botão de rádio, verifique se o rótulo está imediatamente após o campo.
- Se o campo do formulário não for uma caixa de seleção ou botão de rádio, verifique se o rótulo está imediatamente antes do campo.
Passa, se:
- as condições #1, #2 e #3 são verdadeiras.
Referências:
2 – Crie gestos simples e disponibilize opções acessíveis
Normalmente os dispositivos móveis são controlados por gestos, tais como passar um ou mais dedos em várias direções ou dar um ou mais toques com um ou mais dedos. No entanto, os gestos disponíveis por defeito nos dispositivos não funcionam para todas as pessoas. Gestos complexos, como sejam os gestos para desenhar formas, que obrigam a usar vários dedos ou a efetuar múltiplos toques, são difíceis, ou mesmo impossíveis, de compreender ou executar por alguns utilizadores. Por isso, é importante que os gestos sejam sempre acompanhados por opções alternativas que permitam o controlo via tecnologias de apoio ou que respondam aos diferentes métodos de controlo alternativos. Os movimentos involuntários dos utilizadores podem colidir com funcionalidades que são ativadas com o movimento dos dispositivos. É por isso importante que os dispositivos permitam a sua desativação e a existência de formas alternativas de executar tais funcionalidades.
2.1 Controlos de toque são ativados após deixar de exercer pressão (up event) e não após o toque inicial (down event)
Abra o conteúdo num dispositivo que permita o controlo do ponteiro através de dispositivos apontadores (rato, ecrã sensível ao toque, caneta) e para todos os controles disponíveis (botões, links, widgets):
- A ativação do controlo é despoletada pelo uso do evento ascendente (up-event) e não pelo uso exclusivo do evento descendente (down-event).
Passa, se:
- a condição #1 é verdadeira.
Nota: O uso do evento ascendente (up-event) corresponde por exemplo a pressionar sem libertar o botão do rato ou colocar um dedo/caneta no ecrã sem o levantar. O uso do evento descendente (down-event) corresponde por exemplo a libertar o botão do rato ou a levantar o dedo/caneta do ecrã.
Referências:
2.2 Funcionalidades ativadas através do movimento, inclinação, ou do sacudir físico do dispositivo podem ser desativadas
Para cada função que é acionada por um sensor de movimento:
- Verifique se o uso de um sensor de movimento é fundamental ou necessário para tornar a função acessível.
- Verifique se há uma configuração que permita ao utilizador desativar a detecção de movimento.
Passa, se:
- as condições #1 e #2 são verdadeiras
Nota 1: “inclinar” e “sacudir” o dispositivo é também movimento
Nota 2: o texto de definição do Critério de Sucesso 2.5.1 das WCAG 2.1 diz: “Funcionalidade que possa ser operada pelo movimento do dispositivo ou por movimento do utilizador também pode ser operada através de componentes da interface de utilizador e a resposta ao movimento pode ser desativada de forma a prevenir ativações acidentais.”
Referências:
2.3 Funcionalidades ativadas através do movimento físico do dispositivo podem ser operadas através de componentes de interface
Para cada funcionalidade de entrada com origem na resposta a um sensor de movimento:
- Verifique que existe um mecanismo alternativo, que executa a mesma função, que não depende do uso de um sensor.
- Verifique que existem configurações que permitem ao utilizador desativar a deteção de movimento.
Passa, se:
- as condições #1 e #2 são verdadeiras
Referências:
2.4 Gestos Multiponto (uso simultâneo de vários dedos) ou gestos baseados no desenho de uma trajetória estão também disponíveis com gestos que fazem uso do toque de um só ponto ou que não obrigam a desenhar uma trajetória
Situação A – controlos deslizantes
Para controlos do tipo sliders (controlos deslizantes) que respondem a gestos baseados no desenho de trajetórias:
- Verifique se existem controlos, sobre ou adjacentes aos controlos deslizantes, operáveis apenas com um ponteiro que permita selecionar os pedaços de conteúdo adjacentes.
Passa, se:
- a condição #1 é verdadeira
Referências:
Situação B – controlos multiponto
Para controlos do tipo multiponto:
- Verifique se existem controlos que usem um único ponto de ação alternativos aos controlos multiponto.
Passa, se:
- a condição #1 é verdadeira
Referências:
3 – Forneça indicações para gestos e ações
Os gestos nem sempre são intuitivos, especialmente quando fogem do padrão regular ou correspondem a padrões pouco utilizados. Algo semelhante acontece com as ações disponíveis num determinado momento – nem sempre é óbvio para todos os utilizadores que ações estão disponíveis e que decisão tomar.
Para que os utilizadores não façam involuntariamente coisas como abrir um menu que não queriam ou sair de um processo que desejavam continuar, é importante fornecer contexto e instruções de como prosseguir num dado ponto de um sítio Web ou de uma aplicação móvel.
3.1 Sempre que se faz uso de gestos não padronizados, são fornecidas indicações no ecrã e texto acessível que dão conta da sua existência e de como se usam
Para cada gesto não padronizado (e.g. desenhar formas, tocar com vários dedos, deslizar em padrões específicos, etc) verifique se:
- Existem instruções visuais no ecrã que explicam claramente os gestos.
- Os descritivos em texto, equivalentes alternativos às instruções visuais sem texto, fornecem informação suficiente à execução do gesto.
- O texto apresenta-se com contraste suficiente e tamanho de fonte adequado (10 ou 12 pt consoante se trate de informação secundária ou primária).
Passa, se:
- as condições #1, #2 e #3 são verdadeiras.
Nota: para gestos comuns disponíveis no sistema operativo este requisito é considerado Não Aplicável
3.2 Sempre que se faz uso de elementos ativáveis pouco óbvios, são fornecidas indicações no ecrã e texto acessível que explicitam o caráter ativável dos respetivos elementos
Navegue pela aplicação e identifique todos os elementos que são ativáveis, mas que não possuem características visuais óbvias (e.g., ícones sem contornos, imagens que funcionam como botões, áreas clicáveis sem indicadores visuais) e verifique se:
- Existem indicações visuais no ecrã que informem os utilizadores sobre a natureza ativável dos elementos (ícones, contornos, mudanças de cor ao passar o cursor, ou outras dicas visuais que indiquem que os elementos são interativos).
- Interaja com esses elementos para confirmar se as indicações visuais mudam quando o elemento está em foco ou é acionado (e.g., mudança de cor, animação).
- Os descritivos em texto, complementares ou equivalentes alternativos às indicações visuais, fornecem informação suficiente para determinar a funcionalidade e a natureza interativa do elemento.
- O texto apresenta-se com contraste suficiente e tamanho de fonte adequado (10 ou 12 pt consoante se trate de informação secundária ou primária).
Passa, se:
- as condições #1, #2, #3 e #4 são verdadeiras.
Nota: para elementos interativos comuns este requisito é considerado Não Aplicável
3.3 Elementos ativáveis estão agrupados intuitivamente
- Verifique se os links visualmente agrupados e que constituem uma secção da página estão envelopados num elemento nav.
Passa, se:
- a condição #1 é verdadeira.
Nota: é importante atribuir um rótulo ao envelope de links que constitui o elemento de navegação (nav). E.g. menu principal, menu secundário, links relacionados, links da categoria X, etc.
Referências:
3.4 Estão disponíveis instruções claras, em texto, para interações complexas
Navegue pela aplicação e identifique todas as interações complexas (e.g., gestos múltiplos, arrastar e soltar, preenchimento de formulários com várias etapas, jogos ou atividades interativas que exigem várias ações, etc.) e verifique se:
- Localiza instruções em texto que acompanham cada interação complexa (as instruções devem estar disponíveis na interface, próximas ou associadas às interações complexas).
- Identificação clara sobre o que fazer em cada ponto de interação (são admissíveis tutoriais sem texto – imagem, vídeo – desde que acompanhados de alternativas em texto equivalentes.
Passa, se:
- as condições #1 e #2 são verdadeiras.
Referências:
4 – Permita o uso de múltiplos métodos de entrada e inserção de dados
Uma das caraterísticas mais distintivas dos dispositivos móveis é a existência de um ecrã sensível ao toque. No entanto, nem todos podem navegar ou inserir dados através de gestos ou toques precisos no ecrã. O conteúdo não deve impedir o uso de outros métodos de operar a interface ou de inserir dados que existem para além do toque no ecrã. É importante que os métodos de operação e inserção de dados disponíveis suportem dispositivos de entrada alternativos, como sejam os teclados externos, dispositivos apontadores, manipulos e outras opções acessíveis. A diversidade dos métodos de operação e inserção torna o conteúdo móvel mais acessível e utilizável a pessoas que têm dificuldade em usar ecrãs sensíveis ao toque.
4.1 Teclado virtual definido para o tipo de entrada de dados
- Liste os campos de edição para os seguintes tipos de entrada de dados: alfanumérico, numérico, email e URL.
- Verifique se para a tecnologia selecionada (p.e. Android, iOS), o tipo de teclado utilizado é o mais adequado ao tipo de entrada de dados.
Passa, se:
- a condição #2 é verdadeira.
Nota: a diversidade de teclados disponíveis não é exatamente igual em todas as tecnologias (p.e. Android e iOS dispõem de teclados diferenciados). Consulte a referência abaixo.
Referências:
- Verificação APPT-EM para o Critério de Sucesso 1.3.5 das WCAG 2.1. Para a análise é importante:
- Definir o tipo de conteúdo
- Definir o tipo de teclado
4.2 Métodos de entrada de dados simples e previsíveis
Situação A – alteração de contexto sem aviso prévio
- Introduza dados em todos os campos da página começando a partir do topo.
- Verifique se ao sair do último campo, esta saída provoca uma alteração automática imediata de contexto e que a interface não contém quaisquer informações que avisem previamente o utilizador de que tal vai acontecer.
Falha, se:
- a condição #2 é verdadeira. Se tal suceder, o conteúdo viola os requisitos de acessibilidade (Critério de Sucesso 3.2.2 das WCAG 2.1)
Nota: atente na exceção prevista no texto do Critério de Sucesso 3.2.2 das WCAG 2.1. O texto do critério é o seguinte:
“A alteração das configurações de qualquer componente de interface de utilizador não causa automaticamente uma alteração de contexto a não ser que o utilizador seja avisado do comportamento antes de utilizar a componente.”
Situação B – alteração de contexto sem aviso prévio
- Identifique todos os formulários existentes na página.
- Para cada botão de rádio, caixa de verificação ou item de lista de seleção, verifique se ao selecionar quaisquer um deles provoca o aparecimento de um novo ecrã.
- Para cada ecrã resultante do passo #2, verifique se o utilizador é avisado antecipadamente.
Passa, se:
- a condição #3 é verdadeira.
Nota 1: os métodos de entrada que não permitam entrada de dados de forma redundante via rato e teclado consideram-se não conformes.
Nota 2: os métodos de entrada invulgares, criados para uma aplicação em concreto, serão considerados complexos quando obrigarem a um número elevado de teclas para concluir um processo.
Referências:
4.3 Suporte a teclados e outros dispositivos de entrada, alternativos ao ecrã sensível ao toque
- Identifique todas as funcionalidades.
- Verifique que todas as funcionalidades podem ser acedidas usando apenas o teclado ou teclado presente na interface.
- Verifique que quando o foco é colocado sobre cada elemento, o mesmo permanece lá até que o utilizador o movimente.
Passa, se:
- as condições #2 e #3 são verdadeiras.
Nota: ligue ao seu dispositivo móvel um teclado, um teclado de conceitos ou um manipulo e um software de varrimento para efetuar os testes. Também pode usar um leitor de ecrã e testar com as diferentes modalidades de navegação disponíveis neste tipo de software.
Referências:
5 – Permita a ativação da ampliação e o redimensionamento do texto
O tamanho reduzido dos ecrãs dos dispositivos móveis levam os utilizadores a redimensionar frequentemente o tamanho do texto. Dada a sua importância, hoje em dia, esta é uma função que se encontra disponível em quase todos os dispositivos móveis. É importante que programadores e designers não a desativem e que garantam que o conteúdo funciona como esperado, mesmo quando ampliado ou redimensionado. Práticas de conceção responsivas permitem que o conteúdo se adapte a variações do tamanho do texto e diferentes posicionamentos, de acordo com as especificações do dispositivo, do software e das preferências do utilizador. A existência de opções nas páginas para redimensionar texto pode ser útil e contribuir para aumentar a facilidade de uso da aplicação.
Usando a funcionalidade de ampliação de texto do sistema operativo, no mínimo, é possível aumentar o tamanho do texto em 200% sem que se perca conteúdo ou funcionalidade
- Exiba o conteúdo num agente de utilizador (browser telemóvel, aplicação telemóvel)
- Amplie o conteúdo em 200%
- Verifique se todos os conteúdos e funcionalidades estão disponíveis
Passa, se:
- a condição #3 é verdadeira.
Nota: o redimensionamento do texto até aos 200% tem de se operacionalizar sem perda de informação ou funcionalidade. Deve-se evitar o uso de reticências (…) como forma de compactar o texto.
Referências:
5.2 Usando a funcionalidade de ampliação de texto do navegador web, no mínimo, é possível aumentar o texto em 200% sem que se perca conteúdo ou funcionalidade
- Exiba o conteúdo num agente de utilizador (browser telemóvel, aplicação telemóvel)
- Amplie o conteúdo em 200%
- Verifique se todos os conteúdos e funcionalidades estão disponíveis
Passa, se:
- a condição #3 é verdadeira.
Nota: o redimensionamento do texto até aos 200% tem de se operacionalizar sem perda de informação ou funcionalidade. Deve-se evitar o uso de reticências (…) como forma de compactar o texto.
Referências:
5.3 Usando mecanismos de ampliação existentes na interface da página Web/app, no mínimo, é possível aumentar o texto em 200% sem que se perca conteúdo ou funcionalidade
- Ajuste o tamanho da viewport para 375 x 667 (ref. iPhone SE) ou superior.
- Incremente o tamanho do texto e verifique se observa de facto o tamanho do texto a aumentar.
- Verifique que o tamanho do texto pode ser incrementado para 200% do tamanho original.
- Verifique que depois de aumentar o tamanho do texto para 200% do tamanho original, não existe perda de conteúdo ou funcionalidade (e.g. nenhuma parte do texto é cortada, não há caixas de texto sobrepostas, não há controlos escondidos ou separados dos seus rótulos, etc.).
- Reduza o tamanho do texto para o seu valor por defeito e verifique se observa que ele de facto regressou ao tamanho com que se apresenta por defeito.
Passa, se:
- as condições #2, #3, #4 e #5 são verdadeiras.
Nota: o redimensionamento do texto até aos 200% tem de se operacionalizar sem perda de informação ou funcionalidade. Deve-se evitar o uso de reticências (…) como forma de compactar o texto.
Referências:
5.4 Usando as 3 funcionalidades de ampliação anteriores, verifique se o texto dos controlos de formulário (e.g. campos de edição, botões) pode ser ampliado até aos 200%
- Introduza algum texto nos campos de edição de um formulário.
- Aumente o tamanho do texto do conteúdo até aos 200%.
- Verifique que o texto existente nos campos de edição aumentou até aos 200%.
Falha, se:
- a condição #3 é falsa, a condição de falha aplica-se e o conteúdo falha este Critério de Sucesso.
Nota: o redimensionamento do texto até aos 200% tem de se operacionalizar sem perda de informação ou funcionalidade. Deve-se evitar o uso de reticências (…) como forma de compactar o texto.
Referências:
6 – Certifique-se que a orientação do dispositivo e o layout da página não limitam o uso
Algumas experiências móveis são concebidas de origem para visualizações espcíficas em modo retrato ou paisagem, no entanto há pessoas que precisam ou preferem ter a opção de troca entre modos de visualização retrato/paisagem sempre ativo ou que usam sempre um dos modos. Para além disso, todos os utilizadores dizem que os sítios Web ou as aplicações móveis são mais fáceis de usar quando as suas páginas se apresentam com padrões esperados e se apresentam de forma consistente entre páginas e entre funções.
6.1 A orientação do ecrã pode ser alterado entre modo retrato e modo paisagem
- Abra o conteúdo na vista paisagem. Verifique se o conteúdo se adapta corretamente à vista paisagem.
- Abra o conteúdo na vista retrato. Verifique se o conteúdo se adapta corretamente à vista retrato.
- Verifique se uma das vistas – retrato ou paisagem – é crucial para a visualização ou operação do conteúdo.
- Se existirem no conteúdo, no agente de utilizador, no sistema operativo ou no dispositivo, controlos que restrinjam ou permitam a mudança de orientação verifique que os controlos podem ser usados para permitir as verificações #1 e #2.
Passa, se:
- as condições #1, #2, #3 e #4 são verdadeiras.
Referências:
6.2 O layout da página é consistente e previsível
Situação A. Ordem consistente das componentes:
- Tendo em conta um conjunto de páginas Web / ecrãs, liste as componentes que se encontram repetidas em cada página.
- Para cada componente, verifique que a ordem como se apresenta é sempre a mesma nas diversas páginas onde surge.
- Para cada componente de navegação (links ou referências programáticas), verifique que a ordem relativa como se apresentam é sempre a mesma.
Passa, se:
- a condição #2 e #3 são verdadeiras.
Situação B. Identificação consistente das componentes:
- Verifique que a cada componente está associada um texto que a identifica (i.e., etiqueta, nome, ou alternativo em texto).
- Verifique que as componentes com as mesmas funções têm um texto associado idêntico.
Passa, se:
- as condições #1 e #2 são verdadeiras.
Referências:
7 – Faça com que a estrutura e a navegação se apresentem a todos os utilizadores
Mesmo que a regra seja a de mostrar quantidades mais pequenas de conteúdo de uma só vez, a organização e a etiquetagem adequada dos conteúdos em dispositivos móveis são tão relevantes quanto na experiência em computador. Todas as páginas e conteúdos precisam de ser intuitivamente navegáveis através da visão ou de qualquer tecnologia de apoio utilizada – um leitor de ecrã, por exemplo. Construir páginas fáceis de pesquisar, com funcionalidades fáceis de compreender e assegurar que a experiência se encontra otimizada para qualquer utilizador independentemente da forma de uso.
7.1 As páginas têm títulos descritivos
- Determine quais são os títulos que existem na página Web / ecrã.
- Verifique que cada título identifica o propósito da respetiva secção do conteúdo. No caso do título principal (H1) verifique se o mesmo identifica corretamente o propósito da página.
Passa, se:
- a condição #2 é verdadeira.
Referências:
7.2 Os títulos encontram-se hierarquicamente aninhados, numa ordem de leitura apropriada e ao alcance das tecnologias de apoio
- Verifique que é usada marcação semântica sempre que o conteúdo é um título e, sempre que a tecnologia de marcação o permita, que a marcação indica de forma apropriada o nível do título (2 para secção, 3 para subsecção, …).
- Verifique que a marcação do título não está a ser usada para conteúdo que não é um título.
Passa, se:
- as condições #1 e #2 são verdadeiras.
Nota: dependendo da tecnologia utilizada para a construção da aplicação poderá não ser possível identificar o nível de título – geralmente de 1 a 6, como o que encontra disponível no HTML. Nestes casos, no mínimo, deve ser observado se a secção está identificada com um título. Há tecnologias de criação de conteúdos que só permitem identificar o Heading, mas não o seu nível. O procedimento de teste existente no Critério de Sucesso 3.1.6 das MCAG, pensado especificamente para aplicações móveis, induz a isto mesmo.
Referências:
7.3 Menus, controlos e hiperligações funcionam quer através do toque no ecrã quer através do teclado
- Identifique todas as funcionalidades (opções e subopções de menus, controlos de formulários, acordeons, carrosséis, sliders, botões, hiperligações, …) existentes no conteúdo.
- Verifique que todas as funcionalidades podem ser acedidas usando apenas o teclado.
Passa, se:
- a condição #2 é verdadeira.
Procedimento baseado na:
7.4 Menus, controlos e hiperligações apresentam-se sempre claramente etiquetados independentemente de se usarem ou não tecnologias de apoio
Para cada componente da interface com uma etiqueta:
- Identifique o propósito de cada componente da interface.
- Verifique que a etiqueta torna o propósito da componente claro.
Passa, se:
- a condição #2 é verdadeira.
Nota: o “independentemente de se usarem ou não tecnologias de apoio” quer sublinhar que a identificação das componentes não deve depender apenas do nome acessível da componente, o qual nem sempre está visível ao olho humano. É importante que a etiqueta do componente seja também visível ao olho humano. Por exemplo, um ícone com três traços horizontais apresenta-se com o nome acessível de “menu”. É importante que a etiqueta “menu” seja, de alguma forma, também visível à perceção pela visão.
Referências:
8 – Forneça alternativas em texto para gráficos e multimédia
Tal como num sítio Web, ou em qualquer outra plataforma digital, a disponibilização de alternativas em texto é crítica. Esta técnica permite que os utilizadores de tecnologias de apoio, mas também todos aqueles que tenham conexões lentas à Internet ou que, por qualquer razão técnica ou ambiental, se vejam impedidos de aceder a uma imagem, um gráfico, um vídeo ou um registo áudio, disponham de uma forma alternativa em texto que lhes permita aceder à mensagem veiculada por aqueles.
8.1 Conteúdo gráfico tem um alternativo em texto acessível
Situação A. Para situações em que uma descrição curta (cerca de 100 caracteres) pode servir o mesmo propósito e apresentar a mesma informação existente no conteúdo não-texto.
- Remova, esconda, ou mascare o conteúdo não-texto
- Substitua-o pelo texto alternativo disponibilizado
- Verifique que nada é perdido (o propósito do conteúdo não-texto é satisfeito pelo alternativo em texto)
- Se o conteúdo não-texto contém palavras que são importantes à compreensão do conteúdo, as palavras também fazem parte do alternativo em texto
Passa, se:
- a condição #3 é verdadeira.
- se o conteúdo não-texto contém palavras que são importantes à compreensão do conteúdo, então a condição #4 tem de ser igualmente verdadeira.
Situação B. Para situações em que uma descrição curta não pode servir o mesmo propósito e apresentar a mesma informação existente no conteúdo não-texto (e.g., um gráfico estatístico ou um diagrama)
- Remova, esconda ou mascare o conteúdo não-texto
- Substitua-o pela descrição longa disponibilizada
- Verifique que a descrição longa transmite a mesma informação transmitida pelo conteúdo não texto.
Passa, se:
- a condição #3 é verdadeira.
Referências:
8.2 Vídeos contêm legendas sincronizadas e sem erros
- Ative a funcionalidade legenda fechada (CC) do leitor de multimédia
- Visualize o conteúdo multimédia sincronizado
- Verifique que as legendas (de todos os diálogos e de todos os sons importantes) estão visíveis
Passa, se:
- a condição #3 é verdadeira.
- Remova, esconda ou mascare o conteúdo não-texto
- Substitua-o pela descrição longa disponibilizada
- Verifique que a descrição longa transmite a mesma informação transmitida pelo conteúdo não texto.
Passa, se:
- a condição #3 é verdadeira.
Nota 1: o apelo a “sem erros” significa que as legendas existentes não são baseadas apenas em ferramentas automáticas de transcrição existentes no leitor de multimédia.
Nota 2: preferencialmente a informação alternativa deve ser disponibilizada em formato de legendas sincronizadas com o vídeo. Caso não seja possível aceita-se a transcrição à parte do vídeo.
Referências:
8.3 Vídeos contêm, se necessário, áudiodescrição
- Abra a versão do vídeo que contém a audiodescrição
- Oiça o vídeo
- Verifique se nos intervalos dos diálogos são fornecidas informações sobre o conteúdo visual
- Se a versão ou versões alternativas estiverem numa página à parte, verifique se existem links que permitam ao utilizador chegar às várias versões
Passa, se:
- a condição #3 e #4 são verdadeiras.
Nota: se o vídeo passar uma quantidade significativa de informação apenas através do conteúdo visual e o mesmo não tiver audiodescrição, não passará este critério. Entende-se por quantidade significativa mais de 50% das mensagens transmitidas pelo vídeo.
Referências:
8.4 Textos e não imagens de texto são usados sempre que possível
- Verifique se existem imagens de texto
- Verifique se as imagens de texto não podem ser apresentadas em texto puro com estilo via CSS
Passa, se:
- a condição #2 é verdadeira.
Nota: A Técnica C30 das WCAG 2.1 abre a possibilidade de, caso não seja possível ou desejável remover a apresentação que faz uso das imagens de texto, disponibilizar um mecanismo que permita duas visualizações: com imagens de texto e sem imagens de texto. Esta última com estilo totalmente controlado por CSS. Caso este mecanismo exista na página, ele deve ser considerado como válido para satisfação do requisito.
Referências:
9 – Utilize a cor de modo efetivo
As cores são elementos importantes para personalizar marcas e interfaces. A regra é usar a cor de forma criativa, mas efetiva, que funcione para vários utilizadores. Na verdade, existem apenas duas importantes considerações de acessibilidade a ter em conta: (1) usar um contraste suficiente e (2) evitar a cor como única pista visual para veicular informações importantes. Embora o uso adequado de cores seja igualmente importante em computadores, nos dispositivos móveis o uso da cor torna-se ainda mais crítico. A utilização dos dispositivos móveis nos mais diversos ambientes, com diferentes condições de luminosidade, torna a tarefa de ver o ecrã um desafio mais sensível às cores em uso. Desafio que afeta em maior ou menor grau todos os utilizadores e não apenas pessoas com dificuldades de perceção da cor ou com baixa visão.
9.1 O texto normal apresenta-se com um rácio de contraste de, no mínimo, 4.5 para 1
Para tamanhos de letra inferiores a 18pt:
- Recolha a cor da letra
- Recolha a cor do fundo sobre o qual a letra se encontra
- Coloque os valores de 1 e 2 numa calculadora de contrastes
- Verifique que o rácio de contraste é superior ou igual a 4.5 para 1
Passa, se:
- a condição #4 é verdadeira.
Referências:
9.2 O texto grande apresenta-se com um rácio de contraste de, no mínimo, 3 para 1
Para tamanhos de letra superiores ou iguais a 18pt:
- Recolha a cor da letra
- Recolha a cor do fundo sobre o qual a letra se encontra
- Coloque os valores de 1 e 2 numa calculadora de contrastes
- Verifique que o rácio de contraste é superior ou igual a 3 para 1
Passa, se:
- a condição #4 é verdadeira.
Referências:
9.3 As componentes de interface e as componentes gráficas apresentam-se com um rácio de contraste de, no mínimo, 3 para 1
Para botões, ícones, caixa de edição e gráficos
- Recolha a cor do fundo ou do contorno do botão, do ícone, da caixa de edição ou do gráfico.
- Recolha a cor do fundo sobre o qual o elemento se encontra
- Coloque os valores de 1 e 2 numa calculadora de contrastes
- Verifique que o rácio de contraste é superior ou igual a 3 para 1
Passa, se:
- a condição #4 é verdadeira.
Referências:
9.4 Informação ou significado (por exemplo um erro) não é veiculado apenas pela cor
Para cada item onde a diferença de cor é usada para transmitir informação:
- Verifique que a informação transmitida se encontra igualmente disponível em texto e que esse texto não se apresenta de forma condicional.
Passa, se:
- a condição #1 é verdadeira.
Para todos os campos obrigatórios ou mensagens de erro existentes na página Web identificáveis pelas diferenças de cor:
- Verifique que existe uma forma não baseada na cor que permite identificar os campos obrigatórios ou as mensagens de erro.
Passa, se:
- a condição #1 é verdadeira.
Referências:
10 – Idioma da aplicação
A marcação explicíta no código do idioma em que se encontra a página de uma aplicação revela-se de extrema importância para quem usa tecnologias de apoio, nomeadamente para quem usa leitores de ecrã. Esta marcação é importante para que um leitor de ecrã consiga selecionar o sintetizador de fala mais adequando para ler um texto no idioma correto, não também para selecionar a tabela braille mais adequada para converter um texto em braille. O não cumprimento deste requisito dificulta ou impossibilita o acesso à aplicação por parte de pessoas cegas.
10.1 O idioma principal codificado na página da aplicação corresponde ao idioma escrito
- Ative o leitor de ecrã existente no sistema operativo (no iOS o VoiceOver; no Android o Talkback)
- Configure o leitor de ecrã para fazer uso do sintetizador de fala com deteção de múltiplas vozes (por defeito o VoiceOver e o TalkBack fazem uso deste tipo de sintetizadores)
- Leia uma página com o leitor de ecrã e verifique se o idioma que está a ser usado para ler, detetado automaticamente pelo leitor de ecrã, corresponde ao idioma do texto escrito.
Passa, se:
- a condição #3 é verdadeira.
Nota 1: esta verificação deve ser feita para cada página da aplicação.
Nota 2: desative quaisquer funcionalidades de Inteligência Artificial (IA) que possa estar a ser usada para deteção automática do idioma. O objetivo é verificar se a marcação de idioma se encontra explicitamente feita no código.
Referências: